Deu-se sem violência ou estragos. Foi tudo, pouco a pouco, na conversa, na maciota, sem resistência. Quando perceberam, já tinham tudo dentro e bem encaixado, mesmo que apertado e meio incômodo, pois a entrada era pelos fundos, local de difícil acesso. Ela, já se acostumando com o novo, sentou e logo relaxou. Ele, extasiado, pensou: Enfim encontrei meu lugar. Então, segurou-a com força pelas mãos, numa confiante atitude de conquista, e atravessou-lhe com um profundo olhar regozijante de satisfação.
É noite e chove incessantemente, estacionado numa rua penumbra e de raro movimento, dado as condições do tempo e o avanço do horário, um carro com seus vidros totalmente embaçados testemunha o que provavelmente poderia ser a perda de um réu primário, um atentado ao pudor, uma atitude desavergonhada e digna de constrangimento, mas, sobretudo, de muita libido. Quanto mais se intensifica a chuva lá fora mais se aquecem os corpos aqui dentro, há uma tensão líquida instalada entre eles, uma ardente volúpia no olhar, uma vontade de se atracar numa luta corporal, sensual, instintiva, feitos dois bichos que se rendem ao chamado da natureza e devoram-se num apetite crescente, incessante e voraz. Os corações palpitando, os nervos tensos as bocas molhadas já salivando a luxúria. Encaram-se frente a frente, não há mais volta, apenas o desejo pulsante, ardente, incontrolável. Atracam-se.
😅 Melhor cuspir…
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