As Aventuras do Capitão Tálkei
Aventuras do Capitão
Tálquei
O herói dos frascos e
comprimidos de Cloroquina
Por um Brasileiro
Em sua primeira
aventura, nosso capitão enfrenta o perverso comunismo e o terror da esquerda.
- Nossa bandeira
jamais será vermelha!
– Brada o capitão Tálquei.
E do seu gabinete do
ódio lança torpedos de WhatsApp contra as bases inimigas. Os cidadãos de bem
são convocados, formando a linha de frente em sua delirante cruzada.
Avante capitão!
Alienados do mundo, uni-vos!
Um inimigo invisível e produzido nos laboratórios comunistas da China vem apavorando a humanidade e destruindo nossa economia, mas ele não é páreo perante o histórico de atleta do nosso Capitão, o rei das flexões, que transforma o inimigo numa fraca gripezinha ou num simples resfriadozinho. Porém nem todos são fortes e resistentes quanto o nosso herói, mas para isso ele tem a solução e convoca a Super Cloroquina para juntos combaterem esse mal. E se alguém oferecer vacina, mas sem propina, a receita é Ivermectina. O que não mata engorda, nem que seja o faturamento laboratorial e os lucros de quem só faz o mal.
A família tradicional brasileira vê seus lares e filhos sendo ameaçados pelo gaysismo, mamadeiras de piroca e a cartilha do comunismo que destrói a moral e os bons costumes, colocando em risco nossas crianças. Mas o nosso capitão está atento e assim que sair de seu Golden Shower promete: Vou acabar com essa pouca vergonha aí, tálquei! Todos sabem que ele é íntegro e limpo apesar do forte odor a urina e enxofre.
Em mais uma de suas aventuras, nosso capitão tal qual um mocinho de bang bang hollywoodiano precisa vencer os malvados pele-vermelhas que ameaçam o progresso e o desenvolvimento da economia, ficando de vagabundagem no meio da floresta, sem gerar nenhum lucro para o país. Mas eles estão com os seus dias contados. Ou passam a viver de modo civilizado com leis, réis e fé, ou serão esmagados pela boiada que pasta, que passa, que berra: M I T O!
Capitão Tálquei ciente de que essa tal cultura não passa de uma senvergonhice que coloca gente pelada diante de nossas crianças e produz filmes que atentam conta os valores cristãos da nossa sociedade, repletos de sexo, violência e queixas infundadas, mentiras plantadas, livros cheios de palavras que não se entende, músicos esquerdistas que propagam o comunismo e tudo que nos atinge. Mas isso terá seu fim e nosso capitão colocará um ponto final em toda essa história. “Nossa arte será heroica, nacional e imperativa ou não será nada!”
A imprensa lixo veicula notícias de que nosso capitão é misógino, o que evidentemente é uma grande mentira veiculada por alguma jornalista mal-amada, fruto de uma fraquejada, tentado dar um furo a qualquer custo, mas nosso herói não cairá nessa furada. Pois não fraqueja diante de qualquer investida. Está sempre um passo à frente, um degrau acima. O que cativa as submissas e justifica sua síndrome de Estocolmo. A mulher recatada e do lar, honra seu marido e sabe seu lugar. Confia no capitão de olhos fechados, ouvidos trancados e boca calada.
Para o nosso capitão a educação vale ouro, barras de ouro, e lugar de criança é na escola, filmando professores que venham a trabalhar educação sexual, história ou ética, temas subversivos, e que colocam em risco o nosso futuro. Mas a semente do mal não será plantada nos pátios das nossas escolas, nem a nociva pedagogia do feio do Paulo Freire entrará nas salas de aula. Nosso Capitão e seus diplomados e sucessivos ministros estão fazendo a lição de casa. Nosso futuro está sendo escrito com letras de garrancho e palavras obscuras, mas o bom professor sabe interpretar, avaliar e corrigir muito bem a atual situação. Ele entende que é uma lição difícil, mas também concorda que dá para passar, ainda que raspando.
A malfadada esquerda juntamente com a justiça de fachada eleitoral quer impor aos cidadãos de bem o voto eletrônico. Sabemos que as urnas foram fraudadas na última eleição e que sem voto impresso e auditável não haverá garantias democráticas de lisura no processo de votação. Mas o nosso capitão está atento e caso não seja eleito será configurada a prova da fraude. Então, ele convocará seus correligionários, tal qual o Trumph nos States, que marcharão rumo ao Palácio do Planalto como cavaleiros do apocalipse tupiniquim. Democracia, será este o seu fim?...
Os criadores desta produção bem podem ser considerados inimigos a serem combatidos pelo “herói” dessas narrativas. Pois representam um perigo, uma verdadeira antítese do Capitão ao acreditarem que vacinas trazem a cura e que mensagens de WhatsApp não são fontes de credibilidade. Confiam nas urnas eletrônicas e creem no processo democrático, bem como, na igualdade de gênero e raça. Trocam o azul pelo rosa sendo menino e o rosa pelo azul sendo menina. Preferem vender livros a armas e disparam palavras contra o absurdo, a violência e a opressão.
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