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Mostrando postagens de maio, 2021

Série Clássicos da Literatura - Microcontos

  O Corvo Nunca mais fechou o bico.   Fahrenheit 451 Os bombeiros ficaram queimados na história.   Admirável Mundo Novo Nem Alfa nem Beta. Seria analfabeta.   A Revolução dos Bichos - O que estão achando da fazenda agora? - Uma porcaria.   Alice no País das Maravilhas - Mas que chá é este Senhor Chapeleiro? - Cogumelo.   Dom Quixote Não perdia um só capítulo das novelas de cavalaria.   A Metamorfose Quando Gregor Samsa acordou se antenou de que algo havia mudado.   Odisseia Ulisses ficou amarradão por aquela sereia. Os Sofrimentos do Jovem Werther Querido Guilherme, as notícias não são boas. A hora da estrela  , cadente. Vidas Secas E ali no pó da estrada, as pegadas do abandono.  Édipo Rei Aquele destino lhe custou os olhos da cara.  Memórias Póstumas de Brás Cubas Não houve emplasto que o curasse daquele mal.  Dom Casmurro Sim, ela me traiu.  O alienista Entre que a casa é ...

Susto no Galinheiro

 E a pobre galinha, chocada. 

Isolamento (Roteiro)

  1. INT. QUITINETE  — DIA Um homem branco de 30 anos e estatura mediana está sentado à mesa circulando anúncio de emprego em um jornal com expressão preocupada. Ele larga a caneta e paga o maço de cigarros em cima da mesa, acende um cigarro e olha para o porta-retratos em cima da cômoda.   2. INT.   QUITINETE  — DIA O homem caminha de um lado para o outro de forma angustiada com o celular em mãos olha para a tela, para por um instante abandona o celular sobre a mesa e esfrega as mãos no rosto.   3. INT. QUITINETE/BANHEIRO – DIA Ele escova os dentes em frente ao espelho.     4. INT.  QUITINETE/COZINHA DIA O homem lava os pratos na pia.     5. INT.  QUITINETE/QUARTO NOITE Deitado na cama ele lê um livro de Albert Camus (o estrangeiro).     6. INT.   QUITINETE  — DIA Um calendário de farmácia preso a parede despende várias folhas indicando a passagem dos meses. ...

Dia de Praia

  Foi o último dia de verão, o último banho de mar, uma despedida. O dia estava lindo, ela estava linda e a vida pulsante, o coração pulsante, o sol pleno. Entraram no mar e a água era uma delícia a vida era leve e as ondas moviam seus corpos que dançavam inquietos, soltos e salgados. Curavam-se dos dias fechados, cinzas, opacos. Riram por que rir faz parte dos bons encontros, dos momentos de descontração e confiança. Não traziam segredos, nem dissimulações inúteis eram o que eram e só. Não criavam complexas narrativas acerca da vida ou dos desejos, sabiam que eles existiam e que era natural que assim fosse e que cada qual tinha os seus e que nem sempre eles eram compatíveis. Não havia conflito. O encontro era de sol e mar e ambos queriam aproveitar. Os dias cinzas voltariam, certamente, o que era inevitável, mas até então, era mergulhar de cabeça no presente já que o amanhã será sempre outro dia, de praia cheia ou areia vazia.